terça-feira, julho 04, 2006

Met.do Treino/Cap.Motoras -sessão 2-

Fundamentação Biológica do Treino

Carga de Treino

A carga é o conjunto de estímulos que representam uma mudança na estrutura orgânica do futebolista.

O organismo tende a estar em equlíbrio (homeostase), pelo que há que alterar as cargas para conseguir uma melhor e superior adaptação.

Quanto maior a carga mais possibilidades há de conseguir melhorias orgânicas. No entanto, há um limite.
O organismo do futebolista não está preparado para a carga, reage, modifica-se e tenta adaptar-se.
As cargas devem respeitar os limites, abaixo dos quais não produzem efeito, e acima dos quais não se suportam. Ou seja, a carga de treino deve estar compreendida entre os limiares homeostáticos (minimos---máximos). Abaixo dos minimos a carga é insuficiente; acima dos máximos a carga é excessiva e numa zona intermédia estará a carga óptima.
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Suportar uma carga não significa assimilação.
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As cargas têm uma orientação da capacidade, do sistema energético e dos recursos motores.
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Tipos de cargas no treino do futebol:
  • Carga geral
  • Carga específica

Carga geral: a que provoca mudanças na totalidade do organismo, ou a que tem influência em vários sistemas ou a que busca uma melhoria geral básica.

Carga específica: a que tem uma analogia com os exercícios ou actividades competitivas.

A variação da carga é o que implica uma melhor adaptação. Há que alternar cargas gerais e específicas, dependendo do momento da temporada e do momento da formação do futebolista.

A carga mais parecida com a competição não é a própria competição. Assim, há que entender a competição como uma carga.

Para que possamos atingir a melhor adaptação há que atender às características do futebolista

NA CARGA DO FUTEBOL, HÁ SEMPRE:

  • VOLUME (quantidade de exercício).
  • INTENSIDADE (percentagem sobre a unidade de tempo. A forma consegue-se com a intensidade).
  • DENSIDADE (relação tempo de carga e de repouso).
  • DURAÇÃO (tempo empregue para realizar um número de exercícios).
  • ESPECIFICIDADE (relação da carga com a competição).
  • HIERARQUIA (ordem dos exercícios para provocar resposta).

ALTERAÇÕES NO ORGANISMO POR CAUSA DA CARGA NO FUTEBOL:

  • Fase da adaptação: o organismo recebeu a carga e necessita assimilá-la
  • Fase de recuperação: o organismo começa a sua assimilação
  • Fase de supercompensação: o organismo atinge um equilíbrio momentâneo maior que antes da carga.

Princípios do treino:

Resumidamente, são os seguintes os princípios do treino:

Biológicos:

  • da sobrecarga
  • da especificidade
  • da reversibilidade
  • da heterocronia

Metodológicos:

  • da relação óptima exercício-repouso
  • da continuidade
  • da progressividade
  • da ciclicidade
  • da individualização
  • da multilateralidade

Pedagógicos:

  • da actividade consciente
  • da sistematização
  • da actividade apreensível
  • da estabilidade

Referências: Castelo, J. > Metodologia do treino Desportivo. Lisboa: Ed. FMH. e Matveyev, L. > Fundamentos do Treino Desportivo. Lisboa: Livros Horizonte

Nota: Há alguns esquemas gráficos que ajudam a interpretar tudo o que atrás foi dito. Futuramente voltarei ao tema para, assim que conseguir ultrapassar algumas dificuldades técnicas, colocar esses mesmos gráficos.

SKILL S. post 11

BASTIDORES E ETC. -3- "Leitura labial: o jogo falado de Felipão"

"Leitura labial: o jogo falado de Felipão"

Gostar ou não gostar?!...
...Eis a questão!
Ele é o Sargentão...
Adianta reclamar?!...

CLIQUE AÍ... http://gmc.globo.com/GMC/0,,2465-MC35-M494584,00.html

(Contribuição de Eduardo Lopes que agora torce por Portugal com mais 179 999 999 Brasileiros... Aquele abraço...)

SKILL S. post 10

sexta-feira, junho 30, 2006

Táctica/Técnica -sessão 2-

As Fases/Etapas do jogo

Resumo
Segundo a Análise Sistemática do jogo, entende-se por Fases, as Etapas percorridas no desenvolvimento tanto do Ataque
como na Defesa desde o seu início até à sua completa consumação; a saber:
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Com posse de bola
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ATAQUE
(Processo Ofensivo)
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1ª Fase: Finalização
2ª Fase: Criação de situações de finalização
3ª Fase: Construção das acções ofensivas
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Objectivos:
1. Progressão/Finalização
2. Manutenção da posse de bola
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Vantagens:
Iniciativa (determinada pela posse de bola)
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Desvantagens:
As dificuldades que as acções técnicas com bola sugerem (sua manutenção)
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*
Sub-sistema relacional
*
*
Sem posse de bola
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DEFESA
(Processo Defensivo)
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1ª Fase: Defesa da baliza (impedir finalização)
2ª Fase: Anulação das situações de finalização
3ª Fase: Destruição das acções ofensivas
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Objectivos:
1. Cobertura/Defesa da baliza
2. Recuperação da posse de bola
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Vantagens:
Grande nº de processos técnicos para recuperação da pose de bola
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Desvantagens:
Surpresa criada pelas acções ofensivas e o risco delas poderem terminar com marcação de golos
*
*
Sub-sistema relacional
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Referências:
- QUEIROZ, C. Estrutura e Organização dos Exercícios de Treino de Futebol. Lisboa: Ed. FPF.

SKILL S. post 9

quinta-feira, junho 29, 2006

BASTIDORES E ETC. -2- Relva Natural vs Relva Sintética...

Relva natural vs relva sintética
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O texto que se segue foi-me enviado pelo Sr. Eduardo Lopes, amante de futebol e pai de um craque (Gabriel ou "Gabi") de 8 anos e com um grande futuro pela frente.
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Sobre relvas:
- Por ser um assunto já aqui aflorado, penso ser uma contribuição interessante:

Relva natural ou artificial ...Há hoje, ainda, divergências de opiniões sobre a utilização de relva natural ou sintética.A UEFA prefere que se jogue futebol numa relva sintética de boa qualidade ao invés de se praticar futebol num relvado natural em más condições. Por isso em reunião em Viena, em 10 de Novembro de 2004, autorizou a relva sintética para as competições que organiza. Assim, países como a Rússia, Holanda, Escócia, Áustria e Suécia, na temporada 2005/6, experimentaram nos seus campeonatos a relva sintética sendo globalmente positivo esta utilização visto que as condições climatéricas nestes países submetem a relva natural a um duro castigo. É fácil vir à memória aqueles jogos em relvados naturais de péssimas condições que vemos na TV no Inverno principalmente nos países mais a leste da Europa.O presidente da FIFA, Joseph Blatter, defende a liberação da relva artificial como um passo rumo à modernidade. "A incorporação da relva artificial representa o início de uma nova era no futebol. Milhões de jogadores em todo o mundo beneficiarão com esta decisão e poderão disputar jogos em difíceis condições climáticas, que normalmente impossibilitam partidas em relva natural."Durante a organização do Campeonato Mundial de Sub 17, realizado no ano passado, na Finlândia, foram utilizados em dez jogos em relva sintética ao invés da relva natural. A FIFA solicitou às diversas delegações que técnicos e atletas opinassem, através de um formulário, sobre a relva artificial. Os resultados da pesquisa foram favoráveis apesar dos atletas holandeses e brasileiros reclamarem sobre o piso que era muito duro e que sentiram dores musculares e desgaste físico acumulado após as partidas. Também disseram estes atletas que a bola se tornara muito rápida e pulava demais o que comprometia o desempenho técnico deles.A utilização de relvas sintéticas também foi aprovada pela FIFA em Julho de 2005 sendo prática constante em jogos oficiais. No ano passado, por exemplo, partidas das eliminatórias da CONCACAF para a Copa do Mundo da Alemanha foram jogadas em relvado sintético.A maior vantagem que sobrepõe a relva sintética a relva natural são os custos de manutenção. Calcula-se em média que um campo de futebol com relva natural tenha um custo mensal de manutenção entre os 5.000,00 e os 7.500,00 permitindo, em média, cerca de 10 horas semanais de utilização. No caso do relvado artificial os custos anuais são iguais aos custos mensais da relva natural com a possibilidade de utilização de 168 horas semanais! São estes custos que tem feito com que diversas autarquias e clubes espalhados pelo país tenham implantado este tipo de relva. No Distrito de Viseu, por exemplo, Sátão, Viseu e agora Castro Daire são alguns concelhos que já dispões destes novos recintos desportivos. Esta nova "atitude" das autarquias e clubes tem feito com que cresça os espaços para a prática do desporto rei e vão sem dúvida contribuir ainda mais para a proliferação deste desporto pelo país.A contrariedade que sempre se coloca nestes tipos de investimentos é que nem sempre autarquias e clubes querem "gastar muito". As autarquias e os clubes interessados na implantação deste tipo equipamento desportivo tem que ter em atenção a qualidade da relva sintética (última geração), a preparação do terreno para a sua implantação etc.… Não se pode cortar ou diminuir em "gastos" quando se trata da saúde de atletas. Na implantação de uma relva sintética, além da qualidade da própria relva há que ter em atenção a qualidade e quantidade de diversos componentes associados tais como: a camada de grânulos de borracha, polipropileno, camada de areia, as bases em asfalto e tout-venant.Se a quantidade de campos de futebol com relva sintética continuarem a crescer pelo mundo fora e a UEFA e a FIFA continuarem também a promovê-los (a FIFA e a UEFA tem trabalhado em conjunto numa série de normas e regras no sentido de que o futebol praticado na relva sintética seja de alto nível) é normal que as marcas desportivas se associem a estas mudanças e criem equipamentos (bolas e chuteiras) com melhores condições para a utilização nestes recintos. Assim reclamações como as dos atletas do Brasil e da Holanda na final do Sub 17 e também as do criador deste blog não venham mais a acontecer. Quem sabe no futuro as relvas sintéticas até cheiro terão!

NOTA de SKILL S.: Neste texto ficam claras as duas principais abordagens ao tema: relva sintética / relva natural Pessoalmente, como treinador entendo que tudo passa por uma habituação! Claro que não podia deixar de defender que a haver cada vez mais sintéticos, por favor optem pela melhor qualidade possível para, acima de tudo, defender a integridade física dos nossos atletas. Principalmente os mais jovens!
Um grande abraço, amigo Eduardo.
Obrigado.

Nota suplementar 1: A FIFA e a UEFA trabalham em conjunto em novas investigações na área da medicina sobre os efeitos biomecânicos e dermatológicos do piso artificial sobre os jogadores. Uma das conclusões parciais do estudo diz que a qualidade do piso artificial pode causar sérias lesões aos atletas.

Nota suplementar 2: Em Março de 2005 a FIFA e a UEFA lançaram um manual em conjunto o FIFA QUALITY CONCEPT HANDBOOK OF TEST METHODS AND REQUERIMENTS FOR ARTIFICIAL TURF FOOTBALL SURFACES.

SKILL S. post 8

BASTIDORES E ETC. -1- Nos Bastidores de uma derrota anunciada...

Nos bastidores de uma derrota anunciada

A história que se segue é baseada em relatos que me chegaram através de um amigo que, até ao momento, considero incapaz de mentir ou prejudicar alguém deliberadamente. É uma história "soft", para especular (TSTN) sobre um tema que estará sempre ligado ao jogo.

O jogo de futebol terá sempre, obrigatoriamente, um mediador! A figura do árbitro será sempre necessária para que seja garantida a aplicação das leis do jogo! Errar todos erram: público/dirigentes/treinadores/jogadores/árbitro... No que diz respeito aos juízes de campo, há uma frase que não me sai da cabeça:"Não acredito em bruxas, mas que as há, há!..."

De qualquer forma, de uma maneira geral, acredito na honestidade dos árbitros e também acredito que errar é humano e que o erro está sempre associado ao futebol. Sem o erro, não havia golos... Este assunto permite um debate de argumentos quase infinito (com razão para todas as partes) e é por isso que passo desde já para a história que tenho para contar:
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Corrupção Talvez Sim Talvez Não
. Ficção (TSTN)

No final de uma época já distante, duas equipas iam disputar uma liguilha para acesso à divisão superior do Distrito. Ambas tinham acabado em segundo lugar nas suas respectivas séries e agora só uma podia garantir a subida, ganhando o despique. Uma das equipas era conhecida por repetidamente estar envolvida em situações estranhas de bastidores e a outra era demasiado pobre para entrar nessas andanças.
Nessa altura, segundo rezam as crónicas (em "off"), as nomeações dos árbitros passavam por um senhor ex-árbitro que já nem sequer estava nos quadros da respectiva associação. Era algo do género: "dás cinquentinhas e vais ter o árbitro que queres..." Era certamente um "free lancer" colaborador da Associação e essencialmente colaborador de alguns directores de alguns clubes...
Tudo isto poderá ser mentira. Mas se de repente o treinador (já retirado) da equipa que ganhou a contenda diz em público que: "...tivemos nos dois jogos os árbitros que nos convinham melhor!..." (???)
Conta quem viu e ouviu que foi uma coisa do género: tudo em família. Na realidade, esses dois jogos foram apitados por 2 irmãos, não gémeos, mas em perfeita sintonia... Servindo não em bandeja, mas em "Pires" de ouro...

O que se passou nesses dois jogos, deve dar para adivinhar. Foram coisas parecidas com outras que se passam em todos os jogos estranhos. Um pormenor engraçado: a equipa que perdeu, sofreu nos dois jogos quase metade dos golos que tinha sofrido num campenato de 26 partidas...
Estranho, não?

NOTA: Sou muito amigo do meu amigo, mas...
Esta história pode não ser verdadeira ou então, TSTN (tavez sim talvez não) ...

SKILL S. post 7

Leis do Jogo -sessão 1-

Lei 1 - O terreno de jogo

Dimensões
O terreno de jogo deve ser rectangular. O comprimento das linhas laterais deve ser superior ao das linhas de baliza.
Comprimento: mínimo 90 m; máximo 120 m
Largura: mínimo 45 m; máximo 90 m
Jogos Internacionais
Comprimento: mínimo 100 m; máximo 110 m
Largura: mínimo 64 m; máximo 75 m
Marcação do terreno
O terreno de jogo deve ser marcado com linhas. Essas linhas fazem parte integrante das área que delimitam. As duas linhas de demarcação mais compridas chamam-se linhas laterais. As duas mais curtas denominam-se linhas de baliza.. Todas as linhas têm uma largura máxima de 12 cm. O terreno de jogo é dividido em duas metades pela linha de meio campo. O ponto central é marcado ao meio da linha de meio campo. À volta desse ponto é traçado um círculo de 9,15 m de raio.
Área de baliza
Em cada topo do terreno é marcada uma área de baliza correspondendo às especificações seguintes: duas linhas são traçadas perpendicularmente à linha de baliza, a 5,50 m do interior de cada poste da baliza. Essas duas linhas prolongam-se para dentro do terreno de jogo numa distância de 5,50 m e são unidas por uma linha traçada paralelamente à linha de baliza. O espaço delimitado por essas duas linhas e pela linha de baliza chama-se área de baliza.
Área de grande penalidade
Em cada topo do terreno é marcada uma área de grande penalidade correspondendo às especificações seguintes:
Duas linhas são traçadas perpendicularmente à linha de baliza, a 16,50 m do interior de cada poste da baliza. Essas duas linhas prolongam-se para dentro do terreno de jogo numa distância de 16,50 m e são unidas por uma linha traçada paralelamente à linha de baliza. O espaço delimitado por essas linhas e pela linha de baliza chama-se área de grande penalidade.
No interior de cada área de grande penalidade é feita uma marca para o pontapé de grande penalidade a 11 m do meio da linha que une os dois postes da baliza e a igual distância desses postes. No exterior de cada área de grande penalidade é traçado um arco de círculo de 9,15 m de raio tendo por centro a marca do pontapé de grande penalidade.
As bandeiras
Em cada canto do terreno deve ser colocada uma badeira com uma altura - não pontiaguda - elevando-se pelo menos a 1,50 m do solo. Bandeiras semelhantes podem igualmente ser colocadas em cada extremidade da linha de meio campo, pelo menos a 1 metro da linha lateral, no exterior do terreno de jogo.
O arco de círculo de canto
De cada bandeira de canto é traçado um quarto de círculo com um raio de 1m no interior do terreno de jogo.
As balizas
As balizas são colocadas no centro de cada linha de baliza. Elas são constituídas por dois postes verticais colocados a igual distância das bandeiras de canto e unidas ao alto por uma barra transversal. A distância que separa os dois postes é de 7,32 m, e o bordo inferior da barra transversal situa-se a 2,44 m do solo. Os dois postes devem ter a mesma largura e espessura, as quais não devem exceder 12 cm. A linha de baliza tem a mesma largura que os postes e a barra transvrsal. Poderão ser aplicadas redes presas às balizas e ao solo por trás da baliza com a condição de serem convenientemente colocadas de maneira a não prejudicar o guarda-redes. Os postes da baliza e a barra transversal devem ser de cor branca.
Segurança
As balizas devem ser fixadas ao solo de maneira segura. As balizas móveis não poderão ser utilizadas se não satisfizerem estas exigências.

Nota: Na próxima sessão (2) de Leis do jogo abordarei as diferenças básicas da lei 1 para o futebol de sete ou de formação e algumas decisões do International F. A. Board a respeito desta mesma lei.

SKILL S. post 6

Medicina Desportiva -sessão 1-

Noções breves de anatomia

O esqueleto é formado por um conjunto de ossos que servem de suporte e protecção a estruturas nobres do organismo.

CABEÇA: Conjunto de ossos que protegem a massa encefálica.

TRONCO: É formado pela coluna vertebral, costelas e esterno. Protege o coração e pulmões.

MEMBROS: Superiores, ligados ao tronco pela cintura escapular, formada pela omoplata a a clavícula. Apresentam vários segmentos: braço, suportado pelo úmero; antebraço, suportado pelo rádio e cúbito; punho, suportado por 8 ossos; e a mão suportada pelos metacarpianos e pelas falanges.

MEMBROS: Inferiores, ligados ao tronco pela bacia. Apresentam vários segmentos: coxa, suportada pelo fémur; perna, suportada pela tíbia e peróneo; e o pé suportado pelos metatarsianos e pelas falanges.

COLUNA VERTEBRAL: Formada por 33 vértebras, separadas pelos discos, que são estruturas que permitem a mobilidade. É formada por regiões: cervical, com 7 vértebras; dorsal, com 12 vértebras; lombar, com 5 vértebras; sagrada, com 5 vértebras soldadas; coccígea, com 4 vértebras. Existem curvaturas fisiológicas: lordose cervical e lombar (concavidade virada para trás); e cifose dorsal (concavidade virada para a frente).
Existem posturas viciosas ou de doença, cujo exemplo mais frequente é a escoliose, que podem contra-indicar a práctica desportiva.
Créditos: Dr. José Cardoso

SKILL S. post 5

Ciências do Comportamento -sessão 1-

Psicologia do desenvolvimento


O que é o desenvolvimento?
O desenvolvimento é o processo físico, social e psicológico que permite explorar e aumentar competências a partir de um potencial genético.
Enquanto o pico do desenvolvimento físico é próximo dos dezoito anos, o desenvolvimento psicológico pode atingir o seu máximo só na velhice.

Base genética-potencial + Estímulos ambientais = Nivel de desenvolvimento atingido

Performance no desporto:
. Competências físicas
. Competências psicológicas
. Competências sociais

Desenvolvimento físico, psicológico e social na infância:
. O bebé tem um código genético constituído por 50% de material do pai e 50% de material da mãe.
. A combinação não é linear, alguns genes são recessivos e outros são dominantes.
. O desenvolvimento começa na vida intra-uterina.

O desenvolvimento físico e psíquico estão fundamentalmente ligados ao sistema nervoso central:
. Cérebro e medula, constituídos por células nervosas cuja maturação só está completa aos dois anos de idade e cujo declínio se inicia cerca dos dezoito anos.

Primeiro estádio de desenvolvimento sensório-motor:
. O movimento e os cinco sentidos estão na base do desenvolvimento psicológico

<>movimento<>espaço<>tempo<>objecto<>casualidade<>

Processo de desenvolvimento:
. Progreção céfalo-caudal
. Progressão próximo-distal
. Motricidade grossa
. Motricidade fina

O desenvolvimento físico e psicológico tem um tempo.
Fora do seu tempo, as competências máximas não serão atingidas.
O desenvolvimento necessita de estímulos; não se processa convenientemente em ambientes pobres.
Os agentes do desenvolvimento na infância são os pais e os educadores.
Um bom ambiente de desenvolvimento oferece Apoios e Desafios
Um bom ambiente de desenvolvimento favorece a auto-estima e a curiosidade pela aprendizagem.
O nível de desenvolvimento na infância condiciona a idade adulta.


O desenvolvimento na adolescência:
. Os rapazes e as raparigas diferenciam-se acentuadamente.
. As raparigas têm o salto crescimento mais cedo do que os rapazes.
. Definem-se os papeis sociais de acordo com o género.
. Aparecem os comportamentos de risco.

O desporto pode assumir o papel de agente de desenvolvimento não só a nível físico mas psicológico e social:
. Favorecendo a auto-estima e o equilíbrio emocional.
. Favorecendo a integração social e as competências de relacionamento.

NOTA: Pela sua forma de apresentação, esta é uma disciplina que requer uma atenção especial. A exposição, embora interessante, é feita numa forma básica que sugere posteriores consultas dos temas para que se possa aprofundar o conhecimento numa área cada vez mais sensível e importante, que contribui decisivamente para o sucesso desportivo. Por exemplo, não é só por "moda" que se diz que José Mourinho é (também) um grande psicólogo desportivo...
Créditos: Dra. Dulce Santos

SKILL S. post 4

Met.do Treino/Cap.Motoras -sessão1-

Fundamentação biológica do treino

Resumo

A presente comunicação baseia-se num conjunto de permissas científicas, que não únicamente biológicas mas que enquanto promotoras de performance é no domínio do biológico que mais entroncadamente encontramos alguma justificação para tantas as adaptações (bio-sócio-psico-motoras) registadas no organismo humano sob influência do treino. O treino do FUTEBOL não foge à regra.
Conceitos como carga, parabiose ou paranecrose, regeneração ou recuperação, exaltação ou sobrecompensação, etc, significam tão somente que são evidências científicas mas que há que olhar para cada individuo e compreender que apesar de ser uma entidade biológica, não há Homem, há homens!
Da formação ao alto rendimento há que levar em linha de conta essas adaptações. Daí o recurso a muitos princípios e leis que regem este determinismo biológico humano mas que o treino, como estímulo, desenvolve no organismo um conjunto enorme de respostas, todas elas explicadas, entre outras, pela Biologia (COLIBABA-EVULET, D.; BOTA, I., 1997).

Referências:- COLIBABA-ÉVULET, D.;BOTA,I. (2001). JDC-Teoria e Metodologia. Lisboa: Ed. Piaget.- WEINECK, J. (1983). Manuel de L'Entraînement. Paris: Ed. Vigot.
Créditos: Dr. Adriano Pereira


SKILL S. post 3

Táctica/Técnica -sessão1-

História e cronologia do futebol

Resumo

A presente comunicação baseia-se num conjunto de pesquisas sobre a história do futebol, que em suma caracterizam o que se pode chamar períodos anárquico (o proto-ball), o pré-organizacional (o sistema de jogo como estrutura rígida), e o organizacional (a movimentação táctica como estrutura dinâmica). Outras classificações poderão ser encontradas no âmbito da história e cronologia do FUTEBOL.
Assim, do proto-ball ao futebol hodierno, podemos constatar que no primeiro dos períodos referido, desde tempos imemoriais (na pré-história o Homem jogou de certa forma com as cabeças, não só de animais mas fundamentalmente, de outros homens vencidos e mortos) até ao despertar das civilizações ocidentais a anarquia reinou, bem patenteada quer no TSU-CHU imperial ou na variante vulgar practicado na dinastia dos Han (séc. 25 a.C.) com uma bola adornada e paineis de seda expostos em bambus, quer no popular KEMARI chinês em dias festivos com um couro cheio de ar e árvores cheias de significado, no EPISHIROS da Grécia antiga com bechiga de porco cheia de ar ou areia, no violento HARPASTUM romano com odre cheio de palha, no Soule ou CHOULE de Júlio César em terras da Normandia e da Bretanha cuja bola pintada passava a proteger o cultivo das terras vencedoras exposta em lugares senhoriais distintos, no brutal HURLING OVER COUNTRY de Guilherme "o Conquistador" cujas batalhas campais foram progressivamente dando origem ao racional e mais civilizado HURLING AT GOALS cuja bola já tinha de passar entre paus espetados no solo distanciados 3 ou 4 metros em cuja práctica se envolveu também a realeza britânica e que nos sécs XV e XVI muito influenciaram a Europa tendo entre Italianos levado a criarem o CALCIO (variante do Harpastum) com 15 avançados (innanzé), 5 médios (Sonciatori), 4 três-quartos (Datori Innazi), e 3 defesas (Datori Adietro). A emigração dos Ingleses nos séculos XVI e XVII e a demanda das terras do Novo Mundo (América) fez despertar o FOOTBALL ASSOCIATION cuja característica principal foi regulamentar e organizar o que até aqui estava anarquicamente existente.
Segue-se no segundo dos periodos, de 1863 a 1925, a evolução do que seria um sistema de jogo tendo naquelas últimas datas os 10 jogadores anárquicos de campo evoluído dos 2 defesas + 8 médios, para os 2 defesas + 2 médios + 6 avançados, para o sistema clássico (gr + 2 + 3 + 5), e, deste para o sistema WM, o 4x2x4, o 4x3x3, o Ferrolho, o Cattennacio e para o 4x4x2.
Entre 1970 e 1980 a evolução verificada na Metodologia do Treino fez com que os chamados sistemas passassem a ser ainda mais organizados e se considere que não são senão dispositivos tácticos hodiernamente. Assim, o Sistema de Jogo enquanto estrutura rígida passa a ser substituído pela Movimentação Táctica como estrutura dinâmica ou expressão dinâmica de organização, nas equipas de futebol.
Referências:
- MISCHEL, A. (1991). Footbal. Les Sistémes de Jeu.
- WAHL, A. (1990). La Balle au Pied. Histoire du football.
Créditos: Dr. Adriano Pereira e Rodrigo Moura

SKILL S. post 2

OBJECTIVO FUTEBOL

Introdução

Este blog tem como objectivo, essencialmente, falar de futebol numa perspectiva exploratória das várias disciplinas que o compõem:
.
. Táctica/técnica
. Metodologia do treino/Capacidades motoras
. Ciências do comportamento
. Medicina desportiva
. Leis do jogo
.
E porque o futebol também tem outras "coisas", reservo "BASTIDORES E ETC." para outro tipo de relatos que considere interessantes; polémicos ou simplesmente ligados, seja de que forma for, ao desporto rei.

Sendo de Viseu é provável que uma grande fatia desta área esteja relacionada com o que se passa mais perto...

De qualquer forma, será sempre colocado um sub-título que ajude a indentificar o tipo de assunto que se seguirá nesse "post" !
Para uma melhor consulta dos títulos anteriormente descritos, vou ordenar as disciplinas por sessões da seguinte forma:
exemplo:
..."Met. do treino/Cap. Motoras" - sessão 3 -
..."Táctica/Técnica" - sessão 8 -
Espero também aprender e conhecer outros pontos de vista. Por isso, os comentários serão permitidos e benvindos!
Um grande abraço desportivo para todos,
Obrigado pela atenção!

SKILL S. post 1